Transcript 0:00 We the People in Tech or Not, o debate. Bem-vindo ao We the People in Tech or Not, o debate. É isso aí. 0:07 Hã, antes de começarmos o nosso papo de hoje, eu quero e preciso declarar explicitamente que este é um programa gerado por inteligência artificial, tá? Exato. 0:16 Todo o nosso debate é baseado num post da newsletter We the People in Tech or Not, que é escrita pelo Alex Rosa. Uhum. E o nosso objetivo aqui é ajudar você a aprender novas formas de explicar temas técnicos. 0:28 Sabe, desde o nível de quem é iniciante, que não trabalha com tecnologia, até o nível de especialista. Isso. E o dilema de hoje é sensacional, sério. Nossa, demais. 0:38 O texto traz a perspectiva do autor, que tem mais de 24 anos de experiência. Ele faz exames de certificação técnica desde 2002. Bastante tempo. 0:47 Pois é, e ele levanta uma questão polêmica: quando uma certificação sua está pra vencer, você deve fazer aquela renovação online, que é fácil e rápida, ou fazer o exame completo, começando totalmente do zero? 0:58 Uma dúvida que assombra todo mundo no mundo corporativo, né? Com certeza. E eu já adianto a minha posição. 1:04 Eu defendo a ideia do post de que fazer o exame completo, refazendo tudo, é o que revela o seu verdadeiro conhecimento. É o que evita aquelas armadilhas que podem, tipo, destruir uma carreira em um projeto crítico. 1:15 Olha, eu entendo o rigor, mas eu vou assumir aqui a perspectiva de um gestor sem tempo, sabe? Ou de um leitor mais pragmático. 1:22 Porque, cara, por que alguém ignoraria uma renovação de 45 minutos, totalmente gratuita, pra gastar tempo e uma grana refazendo um exame longo e superdifícil? 1:32 Bom, porque essa facilidade cria uma ilusão de conhecimento que é superperigosa. Uhum. O texto usa o exemplo do próprio Alex Rosa, que não renovou a certificação DP-300 dele. 1:41 Que é o Azure Database Administrator Associate, certo? Isso mesmo. Pra quem não é da área de dados, pensa no DP-300 como seu bibliotecário-chefe dos arquivos digitais mais valiosos de uma empresa na nuvem, lá no Azure. 1:55 Nossa, excelente analogia. Né? Ele não guarda livros, ele guarda os dados financeiros, os backups de segurança dos clientes. Se der um problema grave, é ele que tem a chave pra restaurar tudo. 2:04 É uma responsabilidade gigante. Um erro e a empresa para. Exato. 2:09 E quando ele foi obrigado pela Microsoft a refazer o exame comercial, porque a original dele tinha vencido, ele reprovou na primeira tentativa por poucos pontos. Sério? Faltou pouco, então. Sim, e isso prova o meu ponto. 2:21 Se ele tivesse a opção da renovação online e escolhesse esse caminho mais fácil, essa falha real no conhecimento dele ia ficar totalmente escondida. O exame completo atuou como um auditor implacável, sabe? 2:31 É, eu, eu vejo o valor disso. A história é ótima pra mostrar humildade, mas assim, a gente precisa olhar pras regras da Microsoft detalhadas no texto. Certo. A janela de renovação abre seis meses antes do vencimento. 2:42 É de graça, é online. Uhum. Cê faz de casa, de pijama, sem ninguém te vigiando e tem menos de um terço das perguntas oficiais. A minha pergunta é: isso realmente vale pra mim, que sou um profissional ocupado? 2:55 Se o sistema permite renovar em 45 minutos, por que eu correria o risco de reprovar num exame completo? Bom, por causa da qualidade técnica, né? Mas olha o risco. 3:05 Se você falhar na prova oficial, tem que esperar 24 horas pra segunda tentativa, ou até 14 dias se falhar de novo. O estresse é muito alto pra ignorar uma via de 45 minutos. 3:15 Eu não discordo da pressão, mas é aí que mora a armadilha do piloto automático. Como assim? 3:21 Olha, na renovação, a pessoa pode simplesmente copiar as perguntas, jogar numa ferramenta de inteligência artificial e terminar tudo em 15 minutos. É, isso de fato acontece muito hoje em dia. Fica um conhecimento raso. 3:32 E pra ilustrar o perigo desse excesso de confiança, o texto traz a história um, sobre o exame do SQL Server 2008, que o autor fez lááá em 2009. Ah, a do choque de realidade com a nota. Essa mesma. 3:44 Ele tava superconfiante, tinha certeza absoluta de que tiraria mais de 900 pontos. Lembrando que o mínimo pra passar era 700. Tava convencido. Sim, ele clicou pra finalizar esperando a glória. E a tela devolveu o quê? 3:57 Uns 740 pontos. Passou raspando. Quase nada, porque a pontuação escalonada funciona como as notas da ginástica olímpica. Ginástica olímpica? Explica isso melhor. 4:08 É, tipo assim, na ginástica, a dificuldade do movimento pesa na sua nota final. No exame, não é só contar quantas você acertou. 4:14 Se você erra justamente a base da arquitetura complexa da tecnologia, o sistema vê que o seu conhecimento fundamental é frágil e corta a sua nota. Entendi. 4:23 Então ele achava que sabia tudo porque usava no dia a dia, mas a prova exigiu mais. Tá, eu aceito o risco da arrogância, de você achar que sabe só lendo um documento, sem testar na prática. 4:33 Mas e se o profissional usa aquela tecnologia todos os santos dias? Uhum. A renovação não seria um caminho superjusto pra quem já prova o seu valor no trabalho diário? Afinal, ele tirou 740, ele passou. 4:46 O mercado só quer ver o selo ativo. É um bom ponto. E me tira uma dúvida real de gestão aqui. Como eu, que tô contratando, separo quem sabe de verdade de quem usou esses atalhos todos? 4:58 Essa é a grande questão do recrutamento. E é justamente a armadilha um que o texto levanta. 5:03 O autor relata que, em entrevistas, aqueles candidatos que tiram muitas certificações num curto espaço de tempo, levantam um alerta vermelho gigantesco. Nossa, imagino. Fica parecendo muito artificial. Muito. 5:15 Aí quando o recrutador pergunta sobre como eles estudaram pra prova, eles dão respostas vazias, decoradas. Fica óbvio que usaram atalhos ou sites que vendem respostas. 5:25 E a conclusão é fatal: se o candidato mente sobre como obteve a certificação, sobre o que mais ele mentiria no dia a dia da empresa? Ponto justíssimo. Destrói totalmente a credibilidade perante o mercado. 5:37 Mas isso me leva à armadilha dois, que também tá lá no texto e defende o meu ponto da eficiência. Qual? Tirar certificações apenas porque o mercado tá falando delas. O famoso hype. 5:48 Isso, tirar só pelo hype, sem nunca usar aquilo num trabalho prático. Eu argumento que isso é um desperdício enorme do nosso ativo mais escasso, que é o tempo. É, é verdade. 5:59 Se a pessoa renova isso no piloto automático de graça, ela carrega um selo no currículo que não consegue sustentar numa conversa de negócios. 6:06 Sabe, ela tá queimando oportunidades à toa É muito mais inteligente deixar vencer. Eu concordo plenamente que ostentar certificações vazias prejudica a carreira. 6:16 Mas, por outro lado, passar pelo processo do exame completo constrói histórias, constrói resiliência e uma vivência real inestimável. É, traz uma certa bagagem. Traz muita. 6:29 Olha a história dois do texto, a da aposta do happy hour na IBM Brasil em 2012. Ah, essa história é ótima. 6:35 Um colega mandou um e-mail brincando que o autor ia tirar 30 dias de férias e ainda não tinha a certificação do SQL Server 2012. Provocou na frente da equipe toda. Expondo mesmo. Uhum. 6:46 Aí o autor não deixou barato e lançou um desafio: o último a passar pagaria o happy hour de todo mundo. Nossa, aposta perigosa pra quem tava quase saindo de férias. Demais. 6:55 Ele foi lá, pediu a sexta-feira de folga pro chefe, justamente pra poder estudar e fazer a prova no dia seguinte. E o chefe liberou? Liberou, mas chamou ele de malandro, né? E aqui, malandro num sentido simpático, sabe? 7:06 Alguém esperto, astuto, de um jeito amigável pra emendar a folga. O clássico jeitinho brasileiro. Exato. Mas ele sentou lá, fez a prova, passou e ganhou a aposta. 7:17 Então o exame completo força você a se organizar, a testar seus limites sob pressão. Ele cria uma memória técnica que uma renovação de 15 minutos deitado no sofá jamais daria. 7:26 Olha, eu admito que a história é excelente, mostra muita iniciativa, mas eu preciso fazer o contra-argumento mais forte e mais justo aqui, que é o limite financeiro. Ah. Os custos da prova. 7:39 Pois é, o exame completo tem um custo a cada tentativa, e você pode fazer no máximo cinco vezes em 12 meses. É uma grana. Sim, o dólar não tá barato. Enquanto a renovação é zero centavos. 7:50 A minha grande dúvida é: a beleza desse desafio todo não esbarra no bolso de quem paga do próprio salário, porque nem toda empresa tem orçamento pra reembolsar isso, cara. 7:59 Você tocou num ponto muito sensível e muito real. Não dá pra romantizar o esforço quando ele ameaça as finanças pessoais. Se sai do bolso do profissional, o peso da decisão muda totalmente. Exatamente. 8:11 Acho que chegamos num terreno comum aqui, e é uma conclusão bem justa. Com certeza. 8:16 Nós dois concordamos que manter uma certificação no currículo que você não usa e não sabe explicar, caindo na armadilha do piloto automático, é um risco gigantesco pra sua reputação profissional. 8:26 Sem dúvida, mentir no currículo é o pior caminho. E eu resumo dizendo que a escolha depende do contexto de cada ouvinte. 8:33 A renovação faz total sentido se você usa a tecnologia diariamente, se ela é ligada ao seu trabalho real, e claro, se o custo de um exame novo for um problema pro seu bolso. Perfeito. 8:44 E complementando o seu lado, o exame completo vale a pena quando você quer descobrir o que realmente sabe, quando o tema é novo pra você e quando você quer estruturar seus estudos do zero de verdade. Faz total sentido. 8:56 E qual seria um passo prático pra quem tá nos ouvindo agora e tem uma prova vencendo? O post traz uma pergunta de ouro que eu adorei. 9:04 Antes de buscar qualquer certificação nova, pergunte a si mesmo: eu vou usar isso no meu trabalho? Fundamental. E se a resposta for não, é melhor investir o seu tempo em outra coisa, né? Isso mesmo. 9:14 E se a resposta for sim e você for seguir com a renovação online, faça um teste consigo mesmo. Três horas depois de terminar, você conseguiria explicar sua resposta pra um colega? 9:24 Se não conseguir, é porque usou muleta e não aprendeu nada. Bom, o debate foi excelente. Nós convidamos vocês a lerem o post completo, que é totalmente gratuito, lá no site InTechOrNot.com. Exatamente, InTechOrNot.com. 9:39 Só um aviso rápido, o texto lá no site tá todo em inglês, tá? E sempre que quiserem buscar mais textos como esse, procurem pela newsletter We the People In Tech Or Not, ou só We the People pra facilitar. 9:49 Sim, e aproveitem pra mandar um e-mail pro autor contando qual método vocês preferem ou quais situações estranhas vocês já viveram em exames técnicos. Muito obrigada pela companhia e até a próxima, pessoal.